Assédio pode determinar o fechamento do Banco do Povo em Tupa
Funcionárias treinadas no atendimento são vítimas de perseguição
Após várias ameaças e pressões da administração para apoiar o candidato do prefeito, as funcionárias resolveram pedir demissão do cargo de agente do Banco do Povo, administrado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico.
Tudo isso vem acontecendo desde que Laércio dos Santos, o “Morto”, saiu da pasta. A reportagem do Blog apurou que pessoas da administração estão pressionando os funcionários com ameaças, ora veladas, ora escancaradas, espalhando o terror psicológico, num verdadeiro assédio moral.
Outros integrantes da Secretaria também vivem situação de desconforto. Já Gisele Porteiro e Natália Moreno resolveram dar um basta e sair definitivamente do banco e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico de Tupã.
Ao que se sabe, Natália Moreno pediu férias com a intenção de não mais voltar, junto com sua amiga de serviço, Gisele Porteiro, que pediu licença também com a intenção de não retornar à função pública de agente.
É importante lembrar que, para trabalhar no Banco do Povo, o funcionário tem que se submeter a um curso em São Paulo, ministrado pela Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho, cuja duração é de 3 meses. Isso significa que, com a saída das duas agentes, o Banco do Povo Paulista em Tupã poderá fechar as portas.
Se isso acontecer, o prejuízo para os cidadãos tupãenses será incalculável. A unidade, fomentadora de geração de emprego e renda, deixará de atender centenas de pequenos empreendedores que buscam financiamentos para manutenção de seus negócios.
Essa será a segunda situação delicada pela qual passará o novo titular da pasta em menos de 15 dias.
Henrique Morelato (PTB) já sentiu na pele a primeira reação negativa quando anunciou que pretende paralisar as atividades da feira livre da Rua Aimorés. Agora, enfrenta o possível fechamento do Banco do Povo. A única certeza que há é do clima de incerteza que paira.
Assim como teria feito a secretária Carla Ortega Brandão na pasta da Educação, agora o regime aflora em outra repartição pública municipal. A substituição do secretário Laércio dos Santos por Henrique Morelato, visando às eleições de outubro, demonstra bem a metodologia empregada junto aos funcionários.
A intenção é manipular à força e administrar de forma tendenciosa para angariar votos para o candidato da situação. Da mesma forma, tenta-se ludibriar o povo que trabalha para pagar seus impostos, sem saber o que de fato acontece nos bastidores políticos de Tupã. A Lei de “Gerson” – do jeitinho brasileiro – agora também é conhecida na administração como a Lei da Força.
SITUAÇÕES DE ASSÉDIO
Atribuição de tarefas complexas com prazos de cumprimento incompatíveis.
Ocultação deliberada de informações essenciais ao bom cumprimento das tarefas.
Críticas insistentes e públicas ao desempenho, sem apuração das razões possíveis para o fato.
Segregação de trato do empregado mediante contato por meio de terceiros.
Humilhação pública: confinamento do ambiente de trabalho, revistas pessoais e de mesa de trabalho, inadequação do ambiente de trabalho.
Ameaças constantes de despedida, individual ou coletiva.
Tratamento rude ou irônico, com realce de dotes individuais negativos: feiura, estatura, raça, falta de instrução.Insinuações de desvios de conduta sexual ou social.
Ociosidade deliberada, rebaixamento funcional.
Propalação aberta ou velada de problemas familiares.
Os resultados do assédio moral podem ser chamados, sem exageros, de devastadores: desestruturação da personalidade, quebra da autoestima, sentimento de inferioridade intelectual e social, stress psíquico.
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