Mulher vítima de vereador Féfin já sofreu agressões, traição e humilhação
Júnior Féfin não é apenas vereador, mas agente concursado da Polícia Federal, instituição da qual está afastado por exercer o cargo eletivo.

O quadro doméstico de violência e graves agressões físicas, psicológicas e morais que vieram à tona em vídeos, áudios e prints de mensagens escritas expõe rotina de medos de Angélica Mourão a companheira e vítima do vereador Júnior Féfin. É uma sequência de abusos que ganhou contornos de interesse público e necessidade de providências urgentes de medidas policiais e jurídicas.
A cada dia o caso tem maior repercussão pública e o que poderia ser antes desentendimento ou desinteligência entre casal, agora a expectativa é a necessidade de investigações, responsabilizar e adotar medidas firmes para impedir que um agente público usurpe suas condições de agente policial e de cargo eletivo público para subjugar uma mulher.
Um cidadão comum já estaria preso pela Lei Maria da Penha, que obriga a policia a agir imediatamente. No entanto, nesse caso, a vítima já foi à polícia e as denúncias ainda estão sob sigilo.
Júnior Féfin não é apenas vereador, mas agente concursado da Polícia Federal, instituição da qual está afastado por exercer o cargo eletivo.
Pelas informações que ganham as redes sociais e vazamentos seletivos de fatos e versões, o vídeo gravado pelo próprio vereador chegou ao público pelas próprias articulações da vítima, Angélica Mourão.
A mulher mesmo teria copiado o vídeo do celular do vereador e enviado a uma amiga. Não apenas isso, mesmo antes ela fez selfies mostrando corpo machucado por agressões físicas de Féfin e a mesma amiga tem prints da sequência de truculência.
Como no áudio vazado que mostra discussão entre o casal sobre traição, humilhações e desentendimentos sobre movimentações financeiras, uma nova conversa de Angélica possivelmente com amiga pelo whatzapp mostra que ela estaria amedrontada e preocupada em denunciar para buscar ajuda da polícia.
É um emaranhado de informações que ainda não está muito definido porque a Delegacia Seccional da Polícia Civil ainda investiga o caso.
Órgãos de proteção à mulher devem investigar os fatos e verificar se houve alguma forma de pressão ou intimidação, porque na quarta-feira, 21, nos bastidores da Câmara Municipal de Marília já circulava informações segundo as quais a mulher estaria tentando esfriar o caso e mostrar um possível acordo conjugal com Féfin.
O caso envolvendo o vereador Júnior Féfin (União Brasil) ganha novos capítulos diariamente, mas não muda a gravidade por que tudo deve ter investigação.
Quais as sequências e as circunstâncias que envolvem a violência doméstica entre Angélica Mourão e Júnior Féfin?
Respostas para essas e outras tantas perguntas dependem agora não apenas da Polícia Civil, mas principalmente da Câmara Municipal de Marília, que na próxima segunda-feira, dia 26, decide se abrirá Comissão Processante para apurar o caso.
Ao mesmo tempo que vazaram não apenas vídeo e áudio claramente mostrando agressões, novas conversas entre Angélica e uma amiga indicam ainda maior seriedade do caso.
De outro lado, a mulher teria gravado outro vídeo e descreve Féfin como um homem íntegro, afirma que o casal mantém uma vida estável e considera injustas as acusações dirigidas ao parlamentar.
Mas, como assim, se Angélica, em uma das conversas com amiga, ela desabafa: “Ele me bateu novamente”.
Angélica Mourão também, em outro trecho, relata: “Ele me pegou pelo pescoço”.
Os registros ainda são isolados e não permitem confirmar sua autenticidade integral.
O certo é que o próprio vereador foi quem gravou o vídeo que é o principal ponto de violência contra a companheira.
A representação foi protocolada por mulheres integrantes do Comitê de Enfrentamento da Violência Contra a Mulher de Marília, após a repercussão do vídeo divulgado nas redes sociais.
CÂMARA PODE INVESTIGAR
Para a abertura da Comissão Processante, é necessária maioria simples dos vereadores presentes. Com os 17 parlamentares em plenário, são necessários nove votos favoráveis.
Caso seja instaurada, a comissão terá prazo de até 90 dias para investigar os fatos e apresentar relatório conclusivo. Uma eventual cassação dependerá de nova votação.
Nesse caso, Féfin está impedido de votar sobre a própria denúncia, e seu suplente, Fernandão do Guincho, deverá ser convocado.
Créditos: José Ursílio
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