×

Mulher vítima de vereador Féfin já sofreu agressões, traição e humilhação

Mulher vítima de vereador Féfin já sofreu agressões, traição e humilhação

Júnior Féfin não é apenas vereador, mas agente concursado da Polícia Federal, instituição da qual está afastado por exercer o cargo eletivo.

fefim-1-138x300 Mulher vítima de vereador Féfin já sofreu agressões, traição e humilhaçãofefim-2-138x300 Mulher vítima de vereador Féfin já sofreu agressões, traição e humilhaçãoO quadro doméstico de violência e graves agressões físicas, psicológicas e morais que vieram à tona em vídeos, áudios e prints de mensagens escritas expõe rotina de medos de Angélica Mourão a companheira e vítima do vereador Júnior Féfin. É uma sequência de abusos que ganhou contornos de interesse público e necessidade de providências urgentes de medidas policiais e jurídicas.

A cada dia o caso tem maior repercussão pública e o que poderia ser antes desentendimento ou desinteligência entre casal, agora a expectativa é a necessidade de investigações, responsabilizar e adotar medidas firmes para impedir que um agente público usurpe suas condições de agente policial e de cargo eletivo público para subjugar uma mulher.

Um cidadão comum já estaria preso pela Lei Maria da Penha, que obriga a policia a agir imediatamente. No entanto, nesse caso, a vítima já foi à polícia e as denúncias ainda estão sob sigilo.

Júnior Féfin não é apenas vereador, mas agente concursado da Polícia Federal, instituição da qual está afastado por exercer o cargo eletivo.

Pelas informações que ganham as redes sociais e vazamentos seletivos de fatos e versões, o vídeo gravado pelo próprio vereador chegou ao público pelas próprias articulações da vítima, Angélica Mourão.

A mulher mesmo teria copiado o vídeo do celular do vereador e enviado a uma amiga. Não apenas isso, mesmo antes ela fez selfies mostrando corpo machucado por agressões físicas de Féfin e a mesma amiga tem prints da sequência de truculência.

Como no áudio vazado que mostra discussão entre o casal sobre traição, humilhações e desentendimentos sobre movimentações financeiras, uma nova conversa de Angélica possivelmente com amiga pelo whatzapp mostra que ela estaria amedrontada e preocupada em denunciar para buscar ajuda da polícia.

É um emaranhado de informações que ainda não está muito definido porque a Delegacia Seccional da Polícia Civil ainda investiga o caso.

Órgãos de proteção à mulher devem investigar os fatos e verificar se houve alguma forma de pressão ou intimidação, porque na quarta-feira, 21, nos bastidores da Câmara Municipal de Marília já circulava informações segundo as quais a mulher estaria tentando esfriar o caso e mostrar um possível acordo conjugal com Féfin.

O caso envolvendo o vereador Júnior Féfin (União Brasil) ganha novos capítulos diariamente, mas não muda a gravidade por que tudo deve ter investigação.

Quais as sequências e as circunstâncias que envolvem  a violência doméstica entre Angélica Mourão e Júnior Féfin?

Respostas para essas e outras tantas perguntas dependem agora não apenas da Polícia Civil, mas principalmente da Câmara Municipal de Marília, que na próxima segunda-feira, dia 26, decide se abrirá Comissão Processante para apurar o caso.

Ao mesmo tempo que vazaram não apenas vídeo e áudio claramente mostrando agressões, novas conversas entre Angélica e uma amiga indicam ainda maior seriedade do caso.

De outro lado, a mulher teria gravado outro vídeo e descreve Féfin como um homem íntegro, afirma que o casal mantém uma vida estável e considera injustas as acusações dirigidas ao parlamentar.

Mas, como assim, se Angélica, em uma das conversas com amiga, ela desabafa: “Ele me bateu novamente”.

Angélica Mourão também, em outro trecho, relata: “Ele me pegou pelo pescoço”.

Os registros ainda são isolados e não permitem confirmar sua autenticidade integral.

O certo é que o próprio vereador foi quem gravou o vídeo que é o principal ponto de violência contra a companheira.

A representação foi protocolada por mulheres integrantes do Comitê de Enfrentamento da Violência Contra a Mulher de Marília, após a repercussão do vídeo divulgado nas redes sociais.

CÂMARA PODE INVESTIGAR 

fefin-300x300 Mulher vítima de vereador Féfin já sofreu agressões, traição e humilhaçãoPara a abertura da Comissão Processante, é necessária maioria simples dos vereadores presentes. Com os 17 parlamentares em plenário, são necessários nove votos favoráveis.

Caso seja instaurada, a comissão terá prazo de até 90 dias para investigar os fatos e apresentar relatório conclusivo. Uma eventual cassação dependerá de nova votação.

Nesse caso, Féfin está impedido de votar sobre a própria denúncia, e seu suplente, Fernandão do Guincho, deverá ser convocado.

Créditos: José Ursílio

LEIA TAMBÉM:

Vítima de importunação na Casa de Apoio de Iacri procura reportagem após comentários em defesa de “Geraldinho”

Caso de importunação sexual contra vereador do PL de Iacri movimenta até deputados

Share this content:

Avatar photo

Jota Neves é um radialista e jornalista investigativo com mais de 35 anos de atuação, referência em comunicação no interior paulista, reconhecido pelo compromisso com a verdade, o combate à corrupção e reportagens de impacto sobre a sociedade.

Publicar comentário