Prefeitura de Bastos banaliza Novembro Azul com campanha pejorativa e desrespeitosa
Saúde não se faz com piada homofóbica e linguagem chula. Se faz com respeito, ciência e responsabilidade.
A Prefeitura de Bastos-SP conseguiu transformar uma campanha séria de saúde pública em motivo de chacota. Na ação do Novembro Azul deste ano, o material oficial divulgado usa de forma pejorativa o termo “anel” para se referir ao exame de toque retal, fundamental para o diagnóstico precoce do câncer de próstata.
A peça traz a frase “leve seu precioso para fazer exame” e uma ilustração de um ser quase extraterrestre, segurando o próprio anel. Ao invés de conscientizar, a campanha reforça o estigma, o preconceito e a vergonha que justamente impedem milhares de homens de procurar o urologista.
O Novembro Azul existe para quebrar tabus, não para alimentá-los. O exame de toque retal dura segundos, é indolor e salva vidas. Quando uma prefeitura, que deveria ser exemplo de informação correta, recorre a piada de baixo calão para tratar da saúde do homem, ela presta um desserviço à saúde pública.
Homens morrem de câncer de próstata por medo e desinformação. Campanhas como essa, promovida pela Prefeitura de Bastos, não informam, não acolhem e não educam. Apenas humilham quem deveria ser incentivado a se cuidar e transformam a prevenção em constrangimento.
Saúde não se faz com piada homofóbica e linguagem chula. Se faz com respeito, ciência e responsabilidade.
O secretário de Saúde, Éder Menezes de Castro foi procurado para comentar sobre o tema da campanha Novembro Azul do governo “conservador” do prefeito Kleber Lopes (PL).
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