Vereadora Marcia Caldas diz que pedido de “acordo” foi sobre diálogo institucional
Parlamentar do Solidariedade rebate Luiz Adilson (Podemos) após polêmica na Câmara. CPI já apurou R$ 2,5 milhões e analisa novo pedido de R 1 milhão em financiamento para obra do Paço Municipal

A vereadora Marcia Caldas (Solidariedade) usou as redes sociais e uma nota oficial para esclarecer a fala que gerou polêmica na última sessão da Câmara, quando pediu um “acordo” para votação de financiamento de R$ 1 milhão solicitado pelo prefeito de Quatá (SP), Márcio Bidóia (PSD) para conclusão da reforma e adequação do novo Paço Municipal.
Segundo a parlamentar, a palavra foi usada no sentido de diálogo institucional entre Legislativo e Executivo, e não de negociação irregular. Indignada com a repercussão, ela disse que teve o discurso distorcido e prometeu processar quem insinuou outro contexto. Saiba mais: PAÇO DA DISCÓRDIA – CPI já apurou R$ 2,5 milhões de gastos e vereadora pede “acordo” para aprovar R$ 9,5 milhões
“Diante das interpretações e da repercussão geradas em torno da minha fala durante a sessão da Câmara Municipal, esclareço que, ao mencionar a necessidade de um ‘acordo’, referia-me exclusivamente ao diálogo institucional entre o Poder Legislativo e o Poder Executivo”, afirmou na nota.
“Foco deve ser análise técnica”


“Marcia Caldas disse que sua intenção sempre foi defender que as partes superem divergências políticas e discutam os projetos com responsabilidade, transparência e respeito ao interesse público.
“Em diversas ocasiões, as reuniões acabam sendo marcadas por conflitos e por debates sobre acontecimentos passados, fazendo com que o foco deixe de ser a análise técnica dos projetos e o que realmente é melhor para o município”, disse.
Para ela, o “acordo” mencionado seria um entendimento para que os projetos fossem debatidos de forma séria, com esclarecimentos, argumentos técnicos e responsabilidade fiscal.
“Lamento que minha fala tenha sido retirada de seu verdadeiro contexto e utilizada de forma política, gerando interpretações que jamais corresponderam à minha intenção. Em nenhum momento defendi qualquer tipo de negociação irregular ou prática incompatível com a ética e a legalidade”, completou.
“Essa postura não é minha”
A vereadora também rebateu diretamente as críticas e garantiu que vai agir judicialmente.
“Continuarei exercendo meu mandato com independência, transparência e compromisso com a população, sem permitir que interpretações distorcidas desviem o foco do que realmente importa: buscar soluções e trabalhar pelo desenvolvimento do nosso município”, declarou.
“Entrei na vida pública da forma correta, pautando minha atuação na honestidade, na transparência e no compromisso com a população. E é dessa mesma forma que pretendo concluir minha trajetória política. Essa postura interpretada não faz parte dessa vereadora!”, finalizou.
CPI apura gastos
A polêmica ocorre enquanto a CPI do Paço Municipal investiga os R$ 2,5 milhões já gastos na obra. Paralelamente, a comissão analisa o pedido do prefeito Márcio Bidóia (PSD) para aprovação de um financiamento de R$ 1 milhão para conclusão da reforma e adequação do prédio.
O caso tem dividido os vereadores. Há quem cobre mais detalhes técnicos antes de aprovar novos recursos e quem defenda que a obra precisa ser concluída.
A Câmara ainda não marcou data para votação do financiamento.
O espaço permanece aberto para as partes envolvidas se manifestarem.
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